A violência tem assumido índices cada vez mais expressivos no Brasil. Mais que estatística, o medo e a hostilidade fazem parte da realidade da maior parcela dos Brasileiros, inclusive das crianças e adolescentes, sendo esses vítimas ou algozes.
Ainda não há uma maneira muito eficaz de administração dos inúmeros e distintos casos de jovens infratores no Brasil e uma questão que constitui uma das bases das principais discussões sobre o assunto ainda é pertinente: a mais adequada idade mínima de penas carcerárias para o jovem infrator (mantém-se ou reduz-se?). As opiniões divergem e convergem em diferentes aspectos, mas o fato é que a questão de adolescentes criminosos é muito complexa para ser tratada apenas pela via penal.
É claro que não defendo a impunidade, mas os casos de crimes cometidos antes mesmo da idade adulta merecem ser analisados com o devido cuidado . Enquanto os valores familiares não receberem a devida importância, muitos jovens hostis ainda serão formados nessa sociedade. A punição por si só nem sempre é uma solução e muitas vezes torna o adolescente potencialmente mais violento. É como aquela criança que apronta, é posta de castigo, e depois repete o feito. Por vezes, a criança sequer tem noção do erro que cometeu; por outras, o fez já sabendo que era errado e assumindo as consequências. Certas vezes já ouvi algo como “e daí? Vou apanhar, mas depois passa”. Na maioria dos casos, apenas o castigo não é solução de problema algum. É de maneira semelhante que ocorre com jovens criminosos.
Caso o sistema penal brasileiro não passe por uma mudança estrutural que busque acompanhamento psicológico, social e educacional – perdão pelo clichê de que educação é a base de tudo – que não apenas encurrale o jovem, tratando-o com descaso, e o devolva à sociedade da mesma maneira (ou pior) de que quando foi isolado dela, não fará diferença alguma se a maioridade penal for dói, quatro, seis anos a mais ou a menos.
O Livro “Mulher de Roxo”, da jornalista Patricia Sá Moura é parte da Coleção Gente da Bahia, da Assembleia Legislativa do Estado da Bahia, e conta, de forma leve e irreverente parte da história de uma grande figura lendária de Salvador, a Mulher de Roxo.
Aquela que também é conhecida como a Dama de Roxo de Salvador ficou famosa por circular pela Rua Chile e seus arredores nos anos 70, ficando grande parte das vezes em frente à Casa Sloper, famosa loja de Salvador na época, sendo centro de compras de variados artigos e considerada destaque, pois foi a primeira a ter uma escada rolante, o que a tornou uma espécie de atração em meio aos outros estabelecimentos.
Muitas das coisas que fizeram a Mulher de Roxo se destacar no cenário baiano se deve aos mistérios que a envolvem, relacionados ora à sua origem, ora ao seu modo de viver, e até ao que se passava em sua mente. A Autora conseguiu, de forma muito eficiente, relacionar os relatos, reportagens e histórias acerca daquela que, não se sabe ao certo nem o nome, e reuniu nessa obra fatos e características da Mulher de Roxo e ainda situar o leitor na cidade de Salvador naquela época, bem como seus lugares, os estabelecimentos, os costumes e as pessoas.
O livro ainda conta com fotografias e um mapa de Salvador da Rua Chile e suas adjacências por volta dos anos 70. A arte interior da capa traz uma obra feita na época no painel da Assembleia Legislativa da Bahia por Carlos Bastos em 1973, trazendo a Galeota Gratidão do Povo, e homenageando figuras ilustres da Bahia, com destaque para a mulher de Roxo em seu comando.
A Mulher de Roxo ainda foi homenageada ou serviu de inspiração em outras obras, como no filme ”O Dragão da Maldade Contra o Santo Guerreiro”, de Glauber Rocha. Mais recentemente, foi representada por Selma Santos em “A Mulher de Roxo”, uma montagem de Deolindo Checcucci. Também ganhou uma Crônica de Jolivaldo Freitas, no livro “Histórias da Bahia” e ainda tem uma música em sua homenagem, chamada "A mulher de Roxo", da Banda Cascadura.
Você
pensa que é fácil. E talvez seja mesmo.
Depois de algum tempo longe de você, minha vida já passou por diversas
mudanças. Hoje posso dizer que, mesmo sendo só um espaço de menos de dois anos,
sou completamente diferente daqueles dias. Minhas prioridades são outras, minha
rotina mudou, e até o número do meu manequim… Apesar de tudo, meu sentimento
por você continua blindado.
Você se
afastou de mim do mesmo modo como se aproximou: antes eu convivia com você, mas
raramente nos falávamos…
Não sei por que razão, subitamente nos tornamos amigos de coração.
Amantes de corpo.
Irmãos de alma.
Ainda lembro de cada gesto seu, de cada imagem que eu vi refletida em seus
olhos e de cada vez que eu me peguei presa ao seu olhar. Sempre achei que nós
caminharíamos juntos por muito tempo… Eu sei que você também tem sua vida, seus
amigos, suas prioridades, que, assim como no meu caso, podem ter mudado
significativamente. Sei que você pode ter mudado. Provavelmente sim. E é isso
que me dá medo. É essa insegurança que domina meu sistema nervoso cada vez que
eu te vejo, junto com o seu abraço frio e o seu olhar distante. Será que seus
sentimentos mudaram com você?
Não, não
é fácil. Não é fácil te ver e saber que tudo poderia ser diferente, é difícil
pensar que tudo pode não ser nada mais pra você. Não é fácil trocar um abraço e
nem dar tempo de sentir o seu cheiro.
Seu cheiro. Ah, seu cheiro… Ainda o sei de cor.
O que aconteceu conosco?
Como não
percebemos o momento em que começamos a caminhar em direções contrárias? Nem
precisamos saber de quem é a culpa, isso já nem importa mais. O incrível é que
tudo isso surge como um déjà
vu ao inverso. Até pouco tempo, éramos tudo, agora não sei mais
o que somos. Convivemos, nos vemos e não nos enxergamos. Não nos
conhecemos.
Agora
somos alheios de coração.
Distantes de corpo.
Desconexos de alma.
Clara Elisabeth
O Bairro Alto é um lugar histórico no centro da cidade de Lisboa, em Portugal. O que esse lugar tem de especial está ‘prá lá’ do pôr-do-Sol: a noite do Bairro Alto é encantadora e longa (no verão, por exemplo, o Sol só se põe por volta das 21h, fazendo com que os jantares só comecem às 22h). Suas ruas ficam movimentadas, com jovens solteiros, casais e grupos de amigos por todos os lados e música por toda parte. No Largo Camões, fica maior parte dos jovens conversando, jogando, bebendo e/ou cantarolando. Os restaurantes, lojas de moda, decoração e galerias que movimentam as ruas durante o dia, à noite dão espaço aos vários bares, casas de fado e boates, que existem em uma quantidade impressionante – ficam praticamente umas grudadas nas outras, nas ruas estreitas do bairro – e roubam a cena numa das noites mais boêmias de Lisboa. O lugar atrai, além dos moradores locais, pessoas de todo mundo, que lotam os espaços do Bairro Alto, em busca da curtição e da bebedeira.
O Bairro Alto é um lugar histórico no centro da cidade de Lisboa, em Portugal. O que esse lugar tem de especial está ‘prá lá’ do pôr-do-Sol: a noite do Bairro Alto é encantadora e longa (no verão, por exemplo, o Sol só se põe por volta das 21h, fazendo com que os jantares só comecem às 22h). Suas ruas ficam movimentadas, com jovens solteiros, casais e grupos de amigos por todos os lados e música por toda parte. No Largo Camões, fica maior parte dos jovens conversando, jogando, bebendo e/ou cantarolando. Os restaurantes, lojas de moda, decoração e galerias que movimentam as ruas durante o dia, à noite dão espaço aos vários bares, casas de fado e boates, que existem em uma quantidade impressionante – ficam praticamente umas grudadas nas outras, nas ruas estreitas do bairro – e roubam a cena numa das noites mais boêmias de Lisboa. O lugar atrai, além dos moradores locais, pessoas de todo mundo, que lotam os espaços do Bairro Alto, em busca da curtição e da bebedeira.
| (Movimento noturno em rua do Bairro Alto. - Foto: Helder Olino) |
| (Praça Luis de Camões, mais conhecida como Largo Camões, que geralmente é o ponto de partida dos jovens que vão curtir a noite boêmia do bairro alto. - Foto: Lisbonux Magazine). |
