Ela se chama Laura. Teve a criação
perfeita. Tinha pais adoráveis, um irmão que a tratava como princesa, era
alegra e estava sempre rodeada de amigos. Era uma menina incrível, adorava
brincar, era ativa, determinada e muito esperta. Mas tinha um problema: era
asmática.
Laura sempre brincava com seus amigos na
rua, na época em que as crianças podiam se divertir em paz, mesmo através dos
limites do portão de casa, mas tinha que conviver com uma condição: como não
podia fazer muitos esforços devido à sua asma, era sempre considerada
café-com-leite em brincadeiras que exigiam mais fôlego. Apesar de já ter se
acostumado com a situação, ainda não havia aceitado-a. Era um desconforto para
aquela menina ter sua capacidade subestimada todos os dias, mas não costumava
reclamar, já que era a mais nova do grupo. Mas Laura achava muito mais válido
brincar e perder do que ser café-com-leite. Por diversas vezes, Laura até se
esforçava para correr no pega-pega, mas frequentemente, ouvia coisas como “nem
vou correr atrás de Laura, ela é só uma café-com-leite, mesmo”.
E aos poucos, ela foi perdendo a vontade
de brincar. Cansou de se sentir um zero à esquerda. Os amigos a chamavam para
brincar na rua, mas ela sempre dizia que estava cansada. Como passou a ficar
mais tempo em casa, ganhou mais tempo para si e se entregou aos estudos. Passou
a ler cada vez mais os mais diversos tipos de gênero, assistia a filmes e
jogava bastante. Devagarzinho, foi aprendendo a dividir o seu tempo entre os
estudos e a diversão. Acabou construindo um mundo dentro do seu quarto. Tinha
sonhos e planos. Passou a ter uma mente mais aberta e se interessava pelos mais
diversos assuntos, o que foi impulsionado pela sua curiosidade.
Gostava de estudar história e linguagens, o que a fez ter um olhar bem desenvolvido quanto às sociedades e a compreender e respeitar as mais diversas culturas. Com os jogos online, se comunicou com pessoas de toda parte do mundo e acabou mantendo os contatos,
Isabella Ferreira, do blog "Poemas Não Declamados", me indicou para responder uma TAG chamada "De tudo um pouco", com algumas perguntinhas aleatórias. Então, vumbora:
Som de Hoje: "Friends Will Be Friends", Queen (Especial dia do amigo)
By Clara Elisabeth - 20:12
"[...]When you're through with life
And all hope is lost
Hold out your hand cos right till the end...
Friends will be friends."
Feliz dia das pessoas
que te xingam, das que te dão puxões de orelha, daquelas que chamam tua mãe de
tia, das pessoas que são diferentes de você, mas não te largam.
Feliz dia dos
seres que te agridem, mas te defendem dos outros, dos que te dão conselhos, daqueles
que querem te ver crescer e até dos que esquecem do tempo quando se juntam.
Feliz dia dos indivíduos que querem seu bem e que lutam por seu sorriso, dos
que se juntam pra estudar, dos que se juntam pra curtir, e dos que, às vezes,
misturam as coisas.
Feliz dia dos vermes brigam com você, dos que te obrigam a
esquecer do orgulho, dos ciumentos, dos desligados, dos carinhosos, dos brutos.
Daqueles que estão longe, daqueles que estão perto, dos que já foram, dos que
ainda virão.
Das pessoas que a vida escolheu pra fazerem parte de você.
Feliz dia do amigo e da amiga. ♥
Feliz dia do amigo e da amiga. ♥
Foi
quando eu percebi que já não sorria com sua lembrança. As memórias felizes que
me causavam saudades cederam espaço às recordações intragáveis de sua
hipocrisia. Sim, eu chorei. Lavei minha alma, eu diria. Meu teto desabou e eu
perdi o chão. me vi sem saída.
Depois de um tempo, dei por mim que, além de você, amo um outro alguém de forma grandiosa: eu me amo! Dizem por aí que quem ama luta, cai, se humilha e não desiste. Eu lutei, caí, me humilhei e entreguei o jogo. O seu, porque me lembrei que me amo incondicionalmente e aprendi a pôr esse amor em primeiro lugar. Vaidade? Chame do que quiser. Também já não me importa o que você pensa e essa foi uma das coisas que aprendi: cada mente carrega um mundo e do meu, você já não faz mais parte.
Sei que muitos dirão aquela frase clichê de que “quem ama não desiste”, mas foi o que eu fiz. Esqueci-me de você para não desistir de mim. Foi o maior presente que eu pude me dar e o melhor que poderia receber.
As suas lembranças ainda se manifestam nos meus dias e são momentos adoráveis em que me lembro de que chego a esquecer da sua existência de vez em quando. Nas diversas vezes em que as recordações suas se materializaram na minha vida, fiz questão de tirar de cena uma por uma. Aliás, foi por isso que me lembrei de você hoje. A última lembrança sua que me restara acaba de virar mordedor pra meu cachorro. Olho pra ele e o vejo alegre, se divertindo com seu novo brinquedo. Sorrio.
Como diria Clarice Falcão, “você ir fez tão bem por aqui”…
Obrigada!



